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Hierarquia Visual em páginas web

November 13, 2006

Sabemos que o tipo de leitura que fazemos em páginas web é diferente da que realizamos em jornais, livros e revistas. Uma das primeiras recomendações de alteração a serem realizadas foi a troca da letra serifada pela letra limpa, sem serifa. Enquanto em materiais impresso é recomendada a utilização de letras serifadas como Times New Roman em páginas web é regra a utilização de letra sem serifa como a fonte Arial ou Helvetica.

Outra constatação é o grau de atenção que se dispõe para leitura em página web e em artigos impressos como jornal ou revista. Patrick J. Lynch e Sarah Horton sugerem como acontece o processo de leitura de uma página web. Suas considerações utilizam por base as recomendações de projeto gráfico onde a consistência visual é parte primordial para uma sólida hierarquia visual, pois é ela quem determina e enfatiza os elementos mais importantes do layout a partir de uma organização lógica e compreenssível dos conteúdos.

O gerenciamento deste conteúdo em página web se vale de uma organização visual apoiada por áreas bem estabelecidas, tipos de fontes, ilustrações entre outros elementos que ajudam a direcionar os olhos do usuário e, por consequencia a leitura do conteúdo.


A principal atividade de um internauta ao entrar em uma página web é visualizar as grandes massas de contornos com atenção para as CORES e os ELEMENTOS do primeiro plano em CONTRASTE com o FUNDO.

Após o reconhecimento da massa o usuário escolhe algumas informações específicas com foco em gráficos, caso eles existam.

Por fim o usuário começa uma leitura com mais atenção nas palavras e frases, afinal ele já selecionou seu foco de interesse.

Este processo constituido de três etapas é importante e o usuário só chegará ao final dele processo se os passos anteriores puderem ser cumpridos – ou melhor se a página chamar a atenção do usuário com seus EFEITOS DE CONTRASTE.

Saiba mais em Web Style Guide: Basic Design Principles for Creating Website de Patrick J. Lynch e Sarah Horton.

Estes mesmos conceitos são compartilhados por Steve Kruger em seu livro “Don’t make me think” onde ele explora a forma “como nós realmente utilizamos a web”. Sua interpretação, que é completamente verdadeira, mostra que qualquer internauta escaneia páginas web pois: (1) está sempre com pressa e precisa economizar tempo diante da quantidade de informação disponibilizada a ele, (2) sabe que não precisa ler tudo para conseguir o que procura e (3) e sabe como fazer isso, pois adiquiriu esta habilidade com jornais e revistas. Com isso um internauta que busca algo específico identifica as massas visuais disponíveis na página e foca sua busca em palavras ou frases que atendam seus interesses.

Estas idéias estão dissolvidas em três fatos sugeridos por Kruger sobre como na realidade acontece a vida na web (saiba mais):

– Não lemos páginas. As escaneamos.
– Não fazemos as melhores escolhas. Nos satisfazemos.
– Não descobrimos como as coisas funcionam. Obtemos sucesso apesar da desorganização.

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